"A logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico. " (Patricia Guarnieri)



Crédito da imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

sábado, 8 de julho de 2017

Obsolescência programada ou planejada: Celulares que duram 1 ano? Europa quer acabar com obsolescência programada

O Parlamento Europeu engrossou o tom contra a obsolescência programada — produtos, como smartphones e tablets, que duram pouco na mão do usuário por causa de uma "programação da fabricante", tudo para você comprar outro um produto mais novo em menor tempo.

De acordo com o EUBusiness, os membros do parlamento alertaram aos fabricantes que eles precisam tomar medidas para garantir aos consumidores "produtos duráveis, de alta qualidade, e que possam ser reparados e atualizados".

É praticamente um padrão: smartphones duram 1 ano sem problemas, depois...

Segundo uma pesquisa chamada Eurobarometer, de 2014, 77% dos consumidores na Europa preferiam reparar/consertar itens que possuem do que comprar novos. Porém, a nova compra é realizada porque eles são "desencorajados ao reparo por causa do alto custo e do nível de serviço oferecido".

"Devemos restabelecer a reparabilidade de todos os produtos colocados no mercado", enfatizou Pascal Durand, relator do Parlamento. "Temos de garantir que as baterias não sejam mais coladas nos produtos, e sim, parafusadas, para que não tenhamos que jogar fora um telefone quando elas não funcionem mais. Precisamos garantir que os consumidores tenham conhecimento de quanto tempo duram os produtos e como eles podem ser consertados".

O Parlamento também divulgou algumas recomendações para a indústria — que você confere aqui embaixo. Além disso, os parlamentares sugeriram que alguma companhia da Europa seja voluntária na cobertura dos termos e que as empresas criem alguma "medição de uso" transparente ao usuário.
Produtos robustos, facilmente reparáveis e de boa qualidade: "critérios de resistência mínima" a serem estabelecidos para cada categoria de produto desde a fase de projeto 
Se um reparo demorar mais de um mês, a garantia deve ser estendida para corresponder ao tempo de reparo 
Os Estados membros devem incentivar a produção de produtos duráveis e reparáveis, impulsionando reparos e vendas em segunda mão — isso poderia ajudar a criar empregos e reduzir o desperdício 
Os consumidores devem ter a opção de ir a um reparador independente: soluções técnicas, de segurança ou de software que impedem a realização de reparos, além de empresas ou órgãos aprovados, devem ser desencorajadas 
Componentes essenciais, como baterias e LEDs, não devem ser parafusados em produtos, a menos que por razões de segurança 
As peças sobressalentes indispensáveis para o bom funcionamento dos bens devem ser disponibilizadas "a um preço proporcional à natureza e à vida útil do produto" 
Uma definição da "obsolescência planejada" em toda a UE e um sistema que poderia testar e detectar a "obsolescência interna", bem como "medidas dissuasivas apropriadas para os produtores" 

FONTE(S): EUBUSINESS
PUBLICADO POR: TECMUNDO
POR

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Download gratuito do e-book: Política nacional de resíduos sólidos: implementação e monitoramento de resíduos urbanos

O livro: Política nacional de resíduos sólidos: implementação e monitoramento de resíduos urbanos / Organizadores: Gina Rizpah Besen; Luciana Freitas; Pedro Roberto Jacobi. -- São Paulo: IEE USP: OPNRS, 2017. está disponível para download gratuito CLIQUE AQUI

A publicação é uma iniciativa conjunta do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo e do Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos (OPNRS) no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica e Acadêmica frmado, em 31 de janeiro de 2017, por meio da Divisão de Ciência, Gestão e Tecnologia Ambiental (DCGCTA) e do Instituto BVRio, representando o OPNRS. 

O conjunto de artigos apresentados na obra proporciona ao leitor um panorama nacional sobre os avanços, desafios e oportunidades para a implementação mais efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em seus múltiplos aspectos e, em especial, no que se refere aos resíduos urbanos. Contribui também para o aprimoramento de políticas públicas e a disseminação de instrumentos de monitoramento (Gina Rizpah Besen, Pedro Roberto Jacobi e Luciana Freitas).



terça-feira, 6 de junho de 2017

Green Eletron, criada pela Abinee, lança campanha para descarte de resíduos de eletrônicos - Descarte Green

A empresa Green Eletron, criada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerir a logística reversa de eletroeletrônicos, lançou nesta segunda-feira, 5, em São Paulo, um piloto para o descarte desse tipo de aparelho. Em comemoração à semana do meio ambiente, foi instalado um coletor no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista. O projeto foi batizado de “Descarte Green”.


Também foi instalado um coletor no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e em outras cidades como Vinhedo, Cotia e Votorantim. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

Além destas parcerias, a GREEN Eletron estuda parcerias com o SESC/SP, o Shopping Eldorado e os Correios. Na primeira fase do projeto serão 16 (dezesseis) pontos fixos, além de campanhas em parcerias com eventos ligados ao tema.

“A tendência é que mais entidades passem a aderir ao projeto”, diz João Carlos Redondo, diretor de sustentabilidade da Abinee. Segundo ele, as novas adesões e parcerias vão contribuir para dar capilaridade à iniciativa, oferecendo uma variedade de opções para que os usuários de eletroeletrônicos possam descartar seus produtos sem uso com segurança, a fim de que sejam destinados de maneira ambientalmente adequada.

Redondo destaca que o Projeto Descarte Green servirá como experiência e base para a assinatura do Acordo Setorial Federal para implantação de um sistema de logística reversa de eletroeletrônicos em âmbito nacional, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010).

“Com a nossa iniciativa, poderemos avaliar os custos envolvidos no processo e a complexidade operacional e fiscal, além de estabelecer um relacionamento com todos os atores envolvidos na cadeia de logística reversa, principalmente a adesão dos consumidores para descartar corretamente seus produtos sem uso”, afirma Redondo. Ele prevê que o documento deve ser assinado ainda este ano.

A GREEN Eletron nasceu com o desafio de contribuir para que as empresas atendam às legislações ambientais, com a destinação ambientalmente adequada dos produtos sem uso, descartados pelos consumidores. Com 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico por ano, o Brasil é o país que mais gera este tipo de resíduo na América Latina, ocupando a 7ª colocação no mundo, junto com a França.

Já fazem parte da Green Eletron as empresas Apple, Asus, Dell, Embraco, Epson, Flextronics, HP, Lenovo, Microsoft, Motorola, Positivo e Samsung.

Mais detalhes sobre a proposta e pontos de coleta podem ser consultados no site: DESCARTE GREEN

Obs: A campanha não recebe pilhas e baterias e lâmpadas.

Fonte: Descarte Green

segunda-feira, 29 de maio de 2017

LIVRO LOGÍSTICA REVERSA: Em busca do equilíbrio econômico e ambiental agora em E-BOOK

Boa tarde seguidores do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade,

Informo que atendendo a pedidos o livro: LOGÍSTICA REVERSA: EM BUSCA DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO E AMBIENTAL, agora está disponível em formato EBOOK.

Continuamos com a versão impressa, sob demanda, cuja capa tem 3 opções (capa dura, espiral e brochura), mas a versão e-book tornará o livro mais acessível. Além disso, se em sua cidade existir uma gráfica conveniada com o Clube de Autores, você pode optar por retirar o livro direto na gráfica. 

O livro continua à venda na editora Clube de Autores e agora em formato e-book também nas livrarias parceiras Amazon, Livraria Cultura, Apple. Google Play, Kobo, Wook.



CLIQUE AQUI

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Economia circular: o modelo que propõe um reaproveitamento sistemático de tudo o que é produzido

Você já parou para pensar em como funciona a inteligência do planeta? Esse grande organismo vivo se gere e autorregula em um processo cíclico. A energia é provida pelo Sol em abundância e todo o ”lixo” de uma espécie é alimento de outra; tudo nasce para depois morrer e se transformar em energia para o ambiente novamente. O ciclo funciona em harmonia, ou deveria. O ser humano cada vez mais desequilibra essa balança e torna difícil para os serviços ecossistêmicos suportarem ou se recuperarem. No entanto, certos estudiosos apontam que a economia circular pode ser uma solução para minimizar o impacto humano no meio ambiente.

O sistema de economia circular agregou diversos conceitos criados no ultimo século, como: design regenerativo, economia de performance, cradle to cradle – do berço ao berço, ecologia industrial, biomimética, blue economy e biologia sintética para desenvolver um modelo estrutural para a regeneração da sociedade.

A economia circular é um conceito baseado na inteligência da natureza, indo em contrapartida ao processo produtivo linear a partir do processo circular, onde os resíduos são insumos para produção de novos produtos. No meio ambiente, restos de frutas consumidas por animais se decompõem e viram adubo para plantas. Esse conceito também é chamado de “cradle to cradle” (do berço ao berço), onde não existe a ideia de resíduo, e tudo é continuamente nutriente para um novo ciclo. 

Transportando essa dimensão para a industria de produtos, a cadeia produtiva seria repensada para que peças de eletrodomésticos usadas, por exemplo, pudessem ser reprocessadas e reintegradas à cadeia de produção como componentes ou materiais de outros.

Frente a isso, a economia circular é a ciência que repensa as práticas econômicas, indo além daqueles famosos três "R"s – reduzir, reutilizar e reciclar – pois ela une, pelo menos na teoria, o modelo sustentável com o ritmo tecnológico e comercial do mundo moderno, que não pode ser ignorado.
Atualmente, nosso sistema produtivo funciona de forma linear, o que não é sustentável devido ao grande acúmulo de resíduos, exploração excessiva de recursos, etc. Nós exploramos a matéria-prima, produzimos bens e depois os descartamos. A obsolescência programada gera resíduos que não recebem novos usos e se acumulam exponencialmente. Para se ter noção, no Brasil, temos hoje mais de 190 milhões de habitantes gerando resíduos. De acordo com dados do IBGE, cada brasileiro produz quase um quilo de lixo por dia, ou seja, 183 mil toneladas diárias (saiba mais sobre resíduos sólidos urbanos).
Tipos de processo

Além dos resíduos, o esgotamento de matérias-primas também é uma grande preocupação. De acordo com relatório da Ellen MacArthur Foundation – organização que estuda e estimula a adoção da economia circular -, 65 bilhões de toneladas de matéria-prima foram inseridas no sistema produtivo mundial em 2010. O instituto projeta que, até 2020, essa quantidade terá subido para 82 bilhões de toneladas por ano.

Como seria possível mudar esse paradigma?

E se, em vez do modelo em que se descartam os materiais não biodegradáveis, como máquinas de lavar roupa, smartphones, televisores, existisse outro em que esses materiais retornassem ao ciclo? Se eles fossem levados de volta a suas respectivas fábricas, desmontados, otimizados e trazidos de volta para nós? A economia lucra com a ausência de desperdício, e o planeta também! Em vez de uma reta final para os produtos, um novo ciclo: transformando resíduos em insumos, em nova matéria-prima. São novos “R”s que entram: de economia restaurativa e regenerativa. O que era fim é só um novo começo.
Exemplificação do processo



Para o desenvolvimento sustentável, deve-se controlar estoques finitos e equilibrar os recursos renováveis. Um primeiro passo é desmaterializar produtos e serviços (sistema que valoriza a função, a utilidade e nem tanto o produto em si). Além disso, há a necessidade de aprimorar a eficiência na criação de produtos e no reaproveitamento de resíduos sólidos. Já na concepção, os produtos devem ser pensados com a utilização de materiais facilmente recicláveis e não perigosos (substâncias puras, não tóxicas e segregáveis). É fundamental reduzir a contaminação para maximizar a circulação dos materiais. Os objetos devem ser concebidos para a remanufatura, a reforma e a reciclagem. Artigos com componentes e materiais no mais alto nível de utilidade, tanto no ciclo técnico quanto no biológico, otimizam a produção de recursos. Desse modo, componentes e materiais continuam circulando e contribuindo para a economia.

A economia circular segue uma utilização racional dos recursos. Com o uso em cascata dos materiais, eles permanecem o maior tempo possível na economia. Após um produto chegar ao fim de seu ciclo para o primeiro consumidor, ele pode ser compartilhado e ter sua utilização ampliada. Posteriormente ao esgotamento de reúso do artefato, ele pode ser material de upcycling (reaproveitamento), reformado, remanufaturado e, como última etapa, reciclado. As alternativas de reciclagem atuais operam sobre bens de consumo que não foram projetados com este cuidado. A economia circular parte da proposta de desconstruir o conceito de resíduo com a evolução de projetos e sistemas que privilegiam materiais naturais que possam ser totalmente recuperados. 

Fundação Ellen MacArthur

A fundação Ellen MacArthur é especializada em difundir e apoiar a mudança das empresas para esse novo modelo, que é capaz de gerar mais de um trilhão de dólares de lucro para a economia global. Foi criada uma rede de parceria entre empresas (líderes e emergentes) para colaborarem no salto coletivo para essa nova estrutura, essa união foi chamada “CE100” (Circular Economy Hundred). Nomes como Coca-Cola, Unilever, Philips e Renault estão na lista.

Além da óbvia vantagem comercial, a parceria também cria uma rede de solução de problemas em coletivo, a construção de uma biblioteca com guias práticos para os respectivos negócios alcançarem sucesso com rapidez, e também proporcionar mecanismos para integrar a economia circular dentro de cada empresa.

Parece utopia para você? Pois saiba que diversas empresas já adotam essa abordagem. Em parceria com a Fundação Ellen MacArthur, o Google quer incorporar o conceito de economia circular na infraestrutura, na operação e na cultura da empresa.
Como funciona a implantação?

Para esse sistema funcionar, não depende apenas das empresas, todos os envolvidos no ciclo de vida de um produto devem entender seu papel nesse novo modelo. O consumo deve ser desacelerado e consciente. Vivemos em um mundo com relações de produção e comércio globalizadas, por isso há necessidade de disseminar o conceito de economia circular mundialmente.

Diversos países sabem da importância e estão progressivamente implantando os conceitos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei implantada no Brasil em 2010, visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo setorial. Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo. Na China, a economia circular faz parte da Lei de Promoção da Produção Limpa, promulgada em 2002. Medidas como a rotulagem ecológica de produtos, difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e cursos oferecidos pelas instituições de ensino são importantes para familiarizar a sociedade com a economia circular.


Confira o vídeo da Ellen MacArthur Foundation que ilustra de maneira simples o que é economia circular.




Disponível em: e-Cycle.com

Empresas brasileiras ainda não desenvolveram conceito de logística reversa

Apesar de existir regulamentação sobre o assunto, ela ainda é frouxa e fabricantes de eletrônicos não assumem a responsabilidade pelo destino de aparelhos que deixam de funcionar. Em vez de serem desmontados e reaproveitados de alguma maneira, muitos aparelhos com defeito são descartados de forma irregular.

Confira a entrevista na CBN CLIQUE AQUI

Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática da USP Foto: André Rangel / Divulgação






















Fonte: CBN

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Como estão os acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos?

O Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se em 5 de maio, em Brasília, para debater avanços nos acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como a proposta de acordo na área de resíduos de eletroeletrônicos.



O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, falou sobre o estágio do acordo setorial de embalagens. O principal entrave continua sendo a ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual de São Paulo e o federal, para quem as empresas e entidades que aderiram ao acordo não atendem ao Sistema Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos e, portanto, não cumprem o previsto na PNRS.

De acordo com Milan, a ação traz insegurança jurídica para as empresas, tanto do comércio como da indústria. “Conseguimos sinalizar aos promotores e, posteriormente ao juiz, que hoje o processo está fortemente calcado nas demandas jurídicas quando o foco deveriam ser as questões operacionais. E propusemos que ambos os MPs desistissem da ação.”

A esse respeito, a chefe da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), Wany Pasquarelli, explicou que, como a CNC está no polo passivo (ré) da ação junto com as empresas, a entidade está refletindo sobre a sua posição frente ao acordo setorial. “A Confederação entrou no acordo porque tem capilaridade para fazer articulação, disseminar informações, e não como uma entidade que executa a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, no acordo, a sua responsabilidade não pode ser a mesma das empresas”, argumentou.

“Em conversa com interlocutores do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sugeriu-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) fosse consultada para que informasse qual seria, contratualmente, a responsabilidade jurídica do interveniente anuente, função da CNC, nos acordos setoriais”, relatou a executiva. Se o entendimento da AGU for no mesmo sentido da ação civil pública, a CNC já anunciou a possibilidade de se retirar oficialmente dos acordos setoriais. A decisão da Confederação vai depender do argumento usado pela AGU, disse Wany.

Marcio Milan concluiu seu relato destacando que, pela primeira vez, se conseguiu finalizar, em 2016, os números sobre o volume de resíduos que as cooperativas conseguiram recolher e dar destinação final adequada. São 40 associações de catadores, que reúnem 1.126 profissionais com carteira assinada, que comercializaram cerca de 29 mil toneladas, com destaque para as quase 17 mil toneladas de papel e papelão.

Lâmpadas fluorescentes e similares

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos de São Paulo (SincoElétrico) e diretor tesoureiro da CNC, Marco Aurélio Sprovieri, revelou que o acordo setorial na área de lâmpadas fluorescentes e similares está evoluindo. Mas admitiu que “se trata de um processo complicado”, com um aprendizado muito grande por parte da entidade gestora, a Reciclus, no sentido de estabelecer um modelo de coletor adequado para os estabelecimentos. Revelou que, em São Paulo, já existem 16 pontos de coleta.

Os coletores estão sendo dimensionados para 200 lâmpadas (apenas para o consumidor residencial), o que atende a demanda atual. A previsão, afirmou, é ampliar o número de pontos de coleta, à medida que a entidade gestora for evoluindo, não só no processo do estabelecimento do coletor, mas também no modelo operacional dos operadores logísticos, até a homologação das empresas responsáveis pela descontaminação do produto.

“A presunção básica para o sucesso do projeto é de que o consumidor vá ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV) em lojas atacadistas e varejistas e deixe o produto usado. Mas ele não é obrigado a fazer isso. Portanto, é um processo de conscientização.”

Embalagens de óleos lubrificantes

O consultor jurídico para Meio Ambiente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) Bernardo Souto fez palestra sobre o andamento do acordo setorial de embalagens de óleos lubrificantes. Disse que, apesar dos avanços, há um impasse delicado, no modelo de expansão da 2ª etapa, à espera de solução: a responsabilidade de quem prestar conta na devolução do resíduo, cuja definição está nas mãos do Ministério do Meio Ambiente.

O comerciante recebe o produto usado em sua loja e lá o disponibiliza para ser retirado. Os fabricantes, entretanto, querem que o comércio emita recibo pelos resíduos recebidos e os entregues nos pontos concentradores que podem ficar em outro município. As negociações com o governo e com os fabricantes têm evoluído, com o comércio mostrando os pontos com os quais não concorda, “porque extrapolam as obrigações estipuladas em lei e podem onerar o setor”. O principal deles, explicou Souto, é a impossibilidade de criar uma logística do caminho de volta do resíduo.

“Se, na resposta à consulta, o ministério disser que o comércio é o responsável e pode responder por eventuais falhas no processo, provavelmente o acordo entrará num impasse, porque as entidades sindicais sairão e aí o governo terá que definir como vai obrigar os comerciantes”, alertou.

Acordo setorial de eletroeletrônicos

A proposta para o acordo setorial de resíduos eletroeletrônicos foi o tema da palestra do gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin. Segundo ele, ainda há muitos entraves a serem superados. Os quatro principais são os seguintes:

1 – reconhecimento da não periculosidade dos produtos descartados, durante as fases de coleta, triagem e transporte. Ainda depende de ajustes com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);

2 – regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários. A proposta não passou pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (Cori), mas está próximo de aprovação no MMA;

3 – criação de documento autodeclaratório para o transporte dos produtos descartados, com validade nacional. A solução está sendo buscada via secretarias de Fazenda; e

4 – regulamentação da Participação Pecuniária do Consumidor no custeio da logística reversa, o chamado EcoValor. Nada mais é do que na Europa é chamado de visible fee, uma taxa visível para o consumidor final de um determinado valor, variável de acordo com o produto. Brescansin explicou que, na compra de uma mercadoria nova, seria pago esse ecovalor, que custearia todo o sistema de logística reversa de produtos usados. Uma das formas seria embutir no preço final, ou seja, o consumidor paga, mas não fica sabendo, ou aparecer destacado na nota fiscal, o eco valor.

O problema é que para se colocar um item a mais numa nota fiscal, seria necessário criar uma série de leis pelo Ministério da Fazenda, que não abre negociação. “E mesmo dentro da indústria não há consenso. Então, estamos tentando definir quais as linhas de produto nas quais seria imprescindível ter o ecovalor e, por parte do governo, ter uma resposta se vai ou não ser possível.”

Uma nova minuta de acordo foi encaminhada em fevereiro ao MMA, que não deu qualquer retorno. Na semana passada, a Abinee protocolou um pedido de explicação no ministério.

Fonte: CNC
Disponível em RMAI

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PARTICIPE DA PESQUISA E CONCORRA NO SORTEIO DE LIVROS DE LOGÍSTICA REVERSA

Por favor nos auxiliem respondendo esse questionário, tomará cerca de 5 minutos do seu tempo e é direcionado para todos os usuários de celulares. 

A pesquisa tem por objetivo analisar os impactos da obsolescência programada e/ou percebida na logística reversa de aparelhos celulares


Ao responder, você também concorre ao sorteio de 2 livros sobre o tema, que serão entregues na residência do vencedor.

Agradecemos desde já sua colaboração!

OBS: Divulgaremos os resultados da pesquisa aqui no blog.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Começa revisão do Plano de Resíduos Sólidos


Comitê discutirá novas metas e corrigirá distorções verificadas desde a vigência da lei. Documento abordará, também, alternativas de gestão.
O Ministério do Meio Ambiente deu início em 24/01, ao trabalho de revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que se estenderá por 20 meses. Nesse período serão discutidas as novas metas e corrigidas as distorções verificadas desde a vigência da lei. O consórcio que ficará responsável pelo trabalho é integrado por especialistas brasileiros e estrangeiros. As discussões contarão com representantes do governo federal, da sociedade civil e do setor empresarial.


O Plano Nacional de Resíduos Sólidos contempla a problemática dos diversos tipos de resíduos gerados, as alternativas de gestão e gerenciamento passíveis de implementação, planos de metas, programas, projetos e ações correspondentes.

O contrato com o consórcio responsável pela condução da revisão foi assinado pelo secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannús. Ele destacou que as ações na área de resíduos sólidos são prioridade do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

“Como coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso Nacional, o ministro esteve à frente das discussões e da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/10, e também lutou por recursos para esta área pelo governo e por meio de emendas parlamentares.

ENTRAVES

Na apresentação das metas de revisão, os responsáveis pelo projeto na diretoria de Ambiente Urbano do MMA destacaram os principais entraves identificados na aplicação do PNRS. Foi citada a existência de bases de dados descontínuas, com periodicidade irregular e, muitas vezes, não disponibilizadas. Além disso, no diagnóstico preliminar, foi registrado um número muito grande de diretrizes e estratégias, e, ainda, a falta de priorização das ações e programas, além de metas descolada do diagnóstico e cenários.

Nos trabalhos, um dos objetivos do comitê será mensurar os custos da degradação ambiental por disposição inadequada de resíduos e os recursos necessários para a gestão adequada desses resíduos. Entre os objetivos principais estão: integrar a gestão dos diferentes tipos de resíduos, bem como identificar as fontes de acesso a recursos para resíduos; aprofundar questões inerentes à educação ambiental; e criar mecanismos de estímulo à implantação da PNRS.

O secretário Jair Tannús destacou, ainda, como prioridade no processo de revisão do Plano, definir o papel da União, estados e municípios na gestão da política de resíduos sólidos.


Por:  ELIANA LUCENA
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Recall e programa de troca do SANSUNG GALAXY NOTE 7 - ATENÇÃO!!

A Samsung está trabalhando com a Consumer Product Safety Commission (CPSC) para investigar os casos relatados recentemente envolvendo o Galaxy Note7. Enquanto a investigação está ocorrendo, a Samsung está pedindo a todos os parceiros de operadoras e de varejo  em todo o mundo para parar com as vendas e trocas do Galaxy Note7. 


O processo de logística reversa foi desencadeado, uma vez que os dispositivos afetados podem superaquecer e representam um risco de segurança, estamos pedindo aos consumidores com um Galaxy Note7 original ou uma substituição Galaxy Note7 para entrar  em contato com a transportadora ou o ponto de venda onde adquiriu o seu Galaxy Note7. Se você comprou o seu Galaxy Note7 diretamente da Samsung.com ou tiver dúvidas, deve contactar-nos em 1-844-365-6197 e nós podemos ajudá-lo.

O Galaxy Note 7, um smartphone de bordas curvas com lápis óptico e que tem como sua principal novidade a resistência total à água, começou a ser comercializado no mundo todo no dia 19 de agosto. O aparelho tinha previsão chegar às lojas no Brasil em setembro. Segundo a Samsung, o lançamento será adiado (G1 Notícias).

Os proprietários do Galaxy Note7 devem seguir os seguintes procedimentos:

1) Trocar o seu atual Galaxy Note7 ou quaisquer acessórios específicos Galaxy Note7 com um reembolso da diferença de preço entre os dispositivos Galaxy S7 ou Galaxy S7;

2) Contactar o local de compra para obter um reembolso total;

3) Os Clientes que devolverem o dispositivo Note7 também receberão um crédito de US$25 em forma de cartão de presente, de crédito na loja, na loja onde comprou o dispositivo ou acessório ou nos pontos de venda de seleção de operadoras.


Fonte e mais informações: http://www.samsung.com/us/note7recall/

11 fabricantes de eletroeletrônicos criam a entidade gestora da logística reversa de eletroeletrônicos "Green Eletron" para atender a PNRS


Em fevereiro de 2013 foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA um edital de chamamento para implementação da logística reversa de resíduos eletroeletrônicos. Os acordos setoriais, bem como a logística reversa são previstos e reconhecidos como instrumentos da Lei 12.305/2010 que trata da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (artigo 8 da Lei 12.305/10). É papel dos acordos setoriais integrar os membros da cadeia de suprimentos de dado resíduo a fim de cumprir o princípio da responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos sólidos, que inclui a implementação de sistemas de logística reversa (artigo 30 da Lei 12.305/2010). 

Dentre as cadeias produtivas abrangidas pela PNRS em seu artigo 33, a de equipamentos eletroeletrônicos é citada. O artigo 33 estabelece que: "São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; II - pilhas e baterias; III - pneus; IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes e embalagens em geral".

A cadeia produtiva de agrotóxicos tem se organizado desde a década de 80 e hoje é considerada exemplo mundial na logística reversa de agrotóxicos.  Foi criado o Instituto Nacional de Embalagens Vazias - INPEV, o qual é responsável por coordenar os processos de logística reversa que abrangem a responsabilidade compartilhada e que hoje resulta em um percentual de reciclagem de cerca de 96% das embalagens comercializadas. Esta cadeia é tida como modelo para a implementação da logística reversa dos outros resíduos citados pela PNRS. Cabe citar também aqui o exemplo dos pneus inservíveis, cuja cadeia produtiva também criou uma organização específica que coordena os processos de logística reversa, a RECICLANIP.  Esta iniciativa também obtém resultados satisfatórios, resultando em um percentual aproximado de 70% de reciclagem dos pneus inservíveis (INPEV, 2016; RECICLANIP, 2016).

Em uma iniciativa similar à cadeia produtiva de agrotóxicos e de pneus, com o intuito de atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada pelo Decreto 7.404/2010, e baseada no Acordo Setorial, prestes a ser assinado, e que vai estabelecer metas de recolhimento e destinação dos produtos descartados.  é que 11 fabricantes de produtos eletrônicos com atuação no Brasil se juntaram e criaram a Green Eletron, uma empresa especializada na logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos. A Green Eletron é uma entidade Gestora para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos, idealizada pela Abinee (VALOR SÃO PAULO, 2016; ABINEE, 2016).

A partir de 2018, a indústria terá que coletar, por ano, 17% do peso de todos os produtos vendidos no ano anterior. O Brasil produz, anualmente, 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Entre 60% e 65% desse material está na região Sudeste. Os equipamentos têm um ciclo de vida que pode durar entre três e dez anos. A estimativa é que, quando o percentual estiver em vigor, o custo para as companhias será de R$ 25 milhões por ano. (VALOR SÃO PAULO, 2016).

Segundo João Carlos Redondo, diretor da área de sustentabilidade da associação das empresas do setor, a Abinee: o atendimento do Acordo Setorial poderia ser feito individualmente ou de forma coletiva, opção esta que se mostrou a mais adequada após análise detalhada de riscos, oportunidades e custos elaborada pela Abinee. “Identificamos que a criação de uma gestora para harmonizar todas as atividades e setores era a opção mais viável técnica e economicamente para as empresas”, diz Redondo. A Gestora, já aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é fruto de um longo trabalho (ABINEE, 2016)

João Carlos Redondo, ainda afirma que o primeiro teste do modelo será feito ao longo deste mês, com a instalação de pontos de coleta nas zonas norte e sul da cidade de São Paulo. A ideia é usar a experiência para entender questões fiscais e tributárias relacionadas à operação. O aprendizado será levado ao governo e servirá para balizar a assinatura de um acordo setorial a ser assinado em março de 2017 (VALOR SÃO PAULO, 2016)

O ex-diretor da área de Sustentabilidade da Abinee e atual vice-presidente do Sinaees-SP, André Luís Saraiva, afirma que sua criação faz parte de um processo de amadurecimento da indústria ao tratar o tema. “Há dez anos, tivemos a percepção da necessidade de se discutir o assunto e incorporar a concepção de sustentabilidade na atividade das empresas”, ressalta (ABINEE, 2016).

Desde então, a entidade tem realizado ações como o Programa Abinee Recebe Pilhas e integrado as discussões da Política Nacional de Resíduos Sólidos, participando dos grupos técnicos, ao lado de representantes do governo, para delinear a logística reversa dos resíduos eletroeletrônicos. “A Green Eletron consolida o entendimento amplo da Abinee sobre todo o ciclo de vida dos produtos, desde sua concepção e design até o final da sua vida útil”, afirma Saraiva (ABINEE, 2016).

A coordenadora-geral de Energia e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Beatriz Carneiro, uma das principais interlocutoras da Abinee durante o processo de criação da Gestora, comemora a iniciativa. “Parabenizo a Abinee pela criação de uma entidade gestora que pode catalisar as iniciativas do setor na coleta e reciclagem dos resíduos eletroeletrônicos, tornando os processos mais transparentes e racionalizando os custos”, ressalta. Em sua opinião, a partir da celebração do Acordo Setorial, muitos serão os desafios para a implementação da logística reversa. “Nesse cenário, a Gestora terá papel fundamental de articulação entre os diversos atores do sistema – postos de recebimento e coleta, transportes e recicladores.” (ABINEE, 2016).

A diretora de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, considera a iniciativa louvável e de suma importância para a materialização de um importante instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ela lembra que a implantação de um sistema de logística reversa requer elevados investimentos para sua viabilização. “A adoção de um modelo onde se utilizam gestoras, semelhante ao adotado pela Europa, por exemplo, permite que haja uma maior eficiência e sinergia de esforços com um menor custo, onde as empresas, por meio da gestora, poderão compartilhar toda a infraestrutura criada para o recolhimento dos equipamentos, adotar estratégias conjuntas de comunicação e educação ambiental, padronizar e otimizar procedimentos, permitindo uma maior eficiência operacional”, ressalta. (ABINEE, 2016).

Atuação e quadro de associados

A atuação da futura entidade abrange todos os produtos e subprodutos eletroeletrônicos que se encontram descartados nos pontos de coleta após o uso pelos consumidores. Sua responsabilidade, porém, não contempla, de maneira direta, o manejo, destinação e disposição final ambientalmente adequada desses resíduos, que serão feitos por empresas contratadas. João Carlos Redondo afirma que o papel da entidade não será apenas o de uma prestadora de serviço de Logística Reversa. “A Gestora contribuirá para integrar a logística reversa nas ações de política industrial da Abinee, além de promover a economia circular, visando à geração de valor e à redução de custos”, afirma Redondo. (ABINEE, 2016)

Com 48 empresas já interessadas em aderir à iniciativa, o quadro social da Gestora não está limitado às associadas da Abinee. Conforme critérios estabelecidos, poderá ser integrado por pessoas jurídicas, em número ilimitado, com ou sem fins lucrativos, sediadas no País, e que representem o setor de elétricos e eletrônicos ou que atuem na produção e comercialização, inclusive na integração de sistemas e de desenvolvimento de software dedicado. A abrangência e formato da Gestora serão delineados a partir das adesões e participação das empresas do setor eletroeletrônico. “Mesmo as indústrias que ainda não precisam implementar, neste momento, um sistema de logística reversa por acordo setorial podem participar a fim de se preparar para quando a aplicação for obrigatória”, explica Redondo. (ABINEE, 2016).
Mais informações: Ademir Brescansin - Gerente de Sustentabilidade ABINEE - 11 2175-0015

Autoria de: Patricia Guarnieri - Editora do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade 


Adaptado de: ABINEE 14/04/2016 (Green Eletron: Uma realidade).  Trechos são parte de conteúdo que pode ser compartilhado CLIQUE AQUI

Professora Patricia Guarnieri participa como palestrante no 1o. Seminário de Logística Reversa do Comando Militar do Planalto em Brasília

Nos dias 03 a 06 de outubro de 2016 foi realizado o 1º Seminário de Logística Reversa do Comando Militar do Planalto, em Brasília-DF. A Profa. da Universidade de Brasília (UnB), Dra. Patricia Guarnieri, editora e criadora do Blog Logística Reversa e Sustentabilidade participou como palestrante no evento, ministrando uma palestra sobre "Logística Reversa e Sustentabilidade". 

O evento teve como objetivos:
a. Debater a elaboração do fluxo logístico reverso no âmbito do Exército Brasileiro;
b. Cumprir as determinações contidas na Portaria nº1275, de 28 de dezembro de 2010, do Gabinete do Comandante do Exército que aprova a diretriz para adequação do Exército Brasileiro à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS);
c. Analisar a atual situação do manejo dos resíduos sólidos nas Organizações Militares;
d. Contribuir para a evolução da Logística Militar Terrestre;
e. Contribuir para o desenvolvimento da mentalidade da Logística Reversa no Exército Brasileiro;
f. Fomentar o processo de Mecanização da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada;
g. Difundir medidas que impeçam a execução de práticas proibidas pelas OM e seus integrantes no tocante a PNRS;
h. Desenvolver o conceito de sustentabilidade do campo de batalha.

O evento contou com as seguintes palestras:

Logística Reversa do emprego dos meios blindados e mecanizados nos conflitos contemporâneos- Palestrante: Major Velozo do Exército Brasileiro 
Logística Reversa e Sustentabilidade - Palestrante: Professora Patricia Guarnieri (UnB)
Ciclo de vida útil da viatura blindada Guarani - Palestrante: Capitão Bruno Rafael da Diretoria de Material do Exército Brasileiro;
Logística Reversa aplicada pelo Exército dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão - Palestrante: Major Sanders do Exército dos Estados Unidos 
Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Logística Reversa - Palestrante:Professor Silvano Silvério da Costa;
Logística Reversa e o meio empresarial - Palestrante: Professor Paulo Roberto Leite

A plateia foi formada por oficiais generais das Diretorias do Exército que possuem relacionamento com o tema: Diretoria de Engenharia de Construção, Comando Logístico, Estado Maior do Exército, Diretoria de Abastecimento, Diretoria de Material, Comando Militar do Planalto, 11ª Região Militar, 3ª Brigada de Infantaria Motorizada e oficiais com responsabilidades relacionadas ao tema: Fiscais administrativos e oficiais de logística operacional das Organizações Militares, totalizando aproximadamente, 60 participantes.

Foi muito gratificante conhecer as iniciativas do Exército Brasileiro e constatar seu alinhamento com as práticas de logística reversa discutidas na academia. 











terça-feira, 27 de setembro de 2016

CONMAS é totalmente ONLINE e GRATUITO - Inscreva-se!

 
O início do Congresso Nacional do Meio Ambiente e Sustentabilidade - CONMAS já está chegando. É dia 03 de Outubro. Já temos quase 4.000 inscritos.
 
O CONMAS é totalmente ONLINE e GRATUITO, ou seja, você poderá assistir todas as palestras do evento sem pagar nada, nos dias e horários marcados. São mais de 20 palestras, durante 06 dias. São palestras diárias em horários diferentes. Grandes nomes na área ambiental são palestrantes no Congresso.
 
Este é um grande momento para você que tem interesse, de algum modo, na área ambiental ou simplesmente gosta.
 
Faça parte deste grande evento que está chamando a atenção na internet.
 
 
Cordialmente,
Amarildo R. Ferrari
Organizador do CONMAS
CENED Cursos

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Divulgação do livro CAPACIDADES ADMINISTRATIVAS NA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS





Resultado da pesquisa dos professores Gisele Chaves e Jorge Luiz, bem como do aluno de graduação Arthur Marino. O livro 'Capacidades administrativas na gestão dos resíduos sólidos urbanos nos municípios brasileiros' traz uma contribuição para um tema desafiador ao trazer informações relevantes sobre as equipes envolvidas com a gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios brasileiros, evidenciando as razões para inúmeras disfunções municipais em relação à elaboração e implantação de políticas públicas a nível local, neste caso, a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A maior contribuição desta obra é o levantamento de informações sobre a composição das equipes municipais envolvidas com a gestão de RSU por meio de uma extensiva pesquisa de campo, o que permitiu a elaboração de um panorama sobre como os municípios estão se organizando para enfrentar os desafios da PNRS.

No âmbito do trabalho que durou pouco mais de dois anos, foi verificado como essas equipes municipais estão se organizando para enfrentar os desafios propostos pela implantação da PNRS em todo o Brasil, avaliando sua capacidade técnica e a multidisciplinaridade por meio da formação acadêmica de seus membros e lideranças. Ao fim do prazo de quatro anos para a implantação da PNRS, o sucesso de sua estruturação enquanto uma das mais modernas leis que versa sobre resíduos ao redor do mundo, não se refletiu na implantação eficaz por parte dos municípios. Mesmo os municípios que demonstraram ser capazes de viabilizar equipes e encontrar soluções para implantar planos e ações não foram capazes de chegar a resultados satisfatórios a nível local, apresentando carências de recursos financeiros e de mão-de-obra especializada. A existência de equipes municipais para resíduos sólidos por si só não se mostrou suficiente, necessitando também do comprometimento da gestão pública nos municípios para tal.

Assim, esse livro é uma contribuição inicial para um tema ainda incipiente no Brasil, quais sejam, as Capacidades Administrativas Municipais.

Essa obra contou com o apoio estudantes voluntários e bolsistas de iniciação científica, cabendo agradecimentos especiais a Lys Piovezan Tardin, Raiane de Veras Dutra e Dionefer Perim Peixoto. O grupo de Pesquisa também agradece aos auspícios fornecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pela Universidade Federal do Espírito Santo, principalmente por meio de bolsas de iniciação científica e pela disponibilização da infraestrutura necessária ao desenvolvimento da pesquisa.

O livro foi lançado pela Editora CRV na última semana de agosto e encontra-se disponível no sítio eletrônico da editora:https://www.editoracrv.com.br/index.php?f=produto_detalhes&pid=31884